Cerrado Agrociências
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<p style="text-align: justify;">A Revista Cerrado Agrociências é um periódico anual que visa publicar artigos científicos, revisões bibliográficas e notas científicas referentes às áreas de Ciências Agrárias, Meio Ambiente e áreas correlatas.</p>Centro Universitário de Patos de Minaspt-BRCerrado Agrociências2178-7662Caracterização de genes Cry e Vip em isolados de Bacillus thuringiensis do Cerrado Mineiro
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<p>A necessidade global de mitigar perdas de produtividade causadas por pragas, estimadas em até 40%, tem impulsionado um aumento de aproximadamente 100% no uso de pesticidas e, paralelamente, o fortalecimento do mercado de biopesticidas. Nesse cenário, destaca-se a bactéria <em>Bacillus thuringiensis</em> (Bt) e suas toxinas inseticidas, entre elas Cry1, Cry2 e Vip3. Considerando a pressão seletiva exercida sobre as populações de pragas e a busca por novas moléculas inseticidas em isolados adaptados a diferentes ambientes, este estudo teve como objetivo identificar os genes <em>cry1</em>, <em>cry2</em> e <em>vip3</em> em isolados de Bt provenientes do Cerrado Mineiro. A metodologia integrou o desenho de primers específicos, obtidos por análises <em>in silico</em> de regiões conservadas dos genes-alvo, a ensaios laboratoriais de PCR. O DNA genômico de 35 isolados morfológicos de Bt, obtidos a partir de amostras de solo submetidas a choque térmico, foi extraído, amplificado e analisado por eletroforese. Os resultados indicaram uma frequência de 48,60% para o gene <em>cry1</em> e ocorrência reduzida para <em>cry2</em> e <em>vip3</em>, detectados conjuntamente apenas no Isolado 44, que apresentou o perfil completo dos três genes. Essa baixa frequência, distinta do observado em outras regiões, sugere variabilidade geográfica entre isolados. A maior estabilidade das proteínas Cry, em relação às Vip, contribui para explicar a predominância de <em>cry1</em>. O Isolado 44, por conter <em>cry1</em>, <em>cry2</em> e <em>vip3</em>, apresenta potencial inseticida relevante contra Lepidópteros, destacando-se como candidato para futuras análises de expressão proteica e bioensaios, etapas essenciais para confirmar sua efetividade.</p>Guilherme Matheus de AndradeWalter Vieira da Cunha
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2025-12-262025-12-2616923Efeito alelopático de aveia (Avena strigosa) na germinação da soja (Glycine max)
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<p>As plantas de cobertura são importantes para proteção do solo, controle de plantas daninhas, retenção de umidade; no entanto, a liberação de substâncias com efeito alelopático pode influenciar na germinação e estabelecimento do estande inicial de plantas de interesse agrícola. Objetivou-se avaliar os efeitos alelopáticos de extrato de <em>Avena strigosa</em> normal e dessecada sobre sementes de soja. As plantas de aveia foram coletadas e trituradas em água destilada para obtenção dos extratos, nas concentrações de 0%, 25%, 50% e 100%; posteriormente as sementes foram colocadas em caixas gerbox contendo os respectivos tratamentos. O delineamento foi inteiramente casualizado. Avaliou-se a germinação aos 4 e 7 dias, sendo nesta última data avaliado também o comprimento de raiz e parte aérea. Para a germinação, não houve diferença significativa nas avaliações. Para o comprimento de raiz e parte aérea, houve resultados significativos que variaram entre os tratamentos avaliados. Contudo, mais pesquisas são necessárias, para compreender possíveis efeitos alelopáticos da aveia-preta em decomposição, sobretudo identificar a concentração destas substâncias alelopáticas.</p>João Vitor Ebert HellwigAline Jaime LealAdriane da Fonseca Duarte
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2025-12-262025-12-26162432Interação entre bactérias fixadoras de nitrogênio e nutrição nitrogenada na cultura da soja
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<p>A soja é a cultura mais produzida no Brasil e é de grande importância agrícola, econômica e alimentícia. Por demandar elevadas quantidades de nitrogênio, o suprimento desse nutriente pode ocorrer via adubação nitrogenada ou por meio da fixação biológica de nitrogênio (FBN). O presente estudo teve como objetivo avaliar a influência de <em>Bradyrhizobium</em>, <em>Azospirillum</em>, <em>Methylobacterium </em>e ureia na fixação biológica de nitrogênio e no metabolismo antioxidante na cultura da soja. O experimento foi instalado na casa de vegetação do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), localizada em Patos de Minas (MG), em 11 de abril de 2024, utilizando quatro tratamentos (T<sub>1</sub>: Controle; T<sub>2</sub> Ureia 3 kg.ha<sup>-1</sup>; T<sub>3</sub>: <em>Methylobacterium symbioticum</em> 330 mL.ha<sup>-1</sup>; T<sub>4</sub>: <em>Bradyrhizobium</em> e <em>Azospirillum</em> 2 mL.kg semente<sup>-1</sup>), com cinco repetições. A cultivar de soja usada foi a M7601 I2X, sendo feitas as aplicações em tratamento de semente (T<sub>4</sub>) e no estágio V<sub>4</sub> (T<sub>2</sub> e T<sub>3</sub>). As avaliações de FBN foram realizadas 20 dias após a aplicação (DAA), e as análises do metabolismo antioxidante em 5, 11, 14 e 20 DAA, no Núcleo de Pesquisa em Fisiologia e Estresse de Plantas (UNIPAM). Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (5%). Os resultados demonstraram maior eficiência de FBN no tratamento com <em>Bradyrhizobium</em> e <em>Azospirillum</em>, refletida em maiores teores de ureídeos, aminoácidos, abundância de ureídeos e nitrogênio derivado da atmosfera, além de redução de nitrato. <em>Methylobacterium</em> apresentou desempenho superior ao controle e à ureia, porém inferior às duas bactérias. No metabolismo antioxidante, <em>Bradyrhizobium</em> e <em>Azospirillum</em> também se destacaram em todas as variáveis, exceto prolina. O <em>Methylobacterium </em>elevou o teor de prolina e, aos 20 DAA, aumentou as atividades de POD e CAT, reduzindo H<sub>2</sub>O<sub>2</sub> peroxidação lipídica. A ureia foi o tratamento que menos contribuiu para melhoramento do metabolismo antioxidante das plantas, embora tenha superado o controle em prolina, enzimas antioxidantes e diminuição de H<sub>2</sub>O<sub>2</sub>. Concluiu-se que a combinação <em>Bradyrhizobium</em> + <em>Azospirillum</em> apresentou maior eficácia nas respostas avaliadas, seguida de <em>Methylobacterium symbioticum</em> e, posteriormente, da ureia.</p>Letícia Campos de MeloEvandro Binotto Fagan
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2025-12-262025-12-26163353Atenuadores de estresse hídrico no cafeeiro
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<p>O estresse hídrico é um dos principais fatores limitantes da produtividade do cafeeiro, pois compromete processos fisiológicos e reduz o crescimento da planta. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de diferentes bioestimulantes na mitigação dos efeitos da deficiência hídrica em mudas de café (<em>Coffea arabica L.</em> cv. Arara). O experimento foi conduzido em casa de vegetação no Campus I do Centro Universitário de Patos de Minas – UNIPAM, em Patos de Minas (MG), no ano de 2025. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com cinco tratamentos: controle sem estresse (T<sub>1</sub>), controle com estresse (T<sub>2</sub>), ácido salicílico (T<sub>3</sub>), ácido jasmônico (T<sub>4</sub>) e glutationa (T<sub>5</sub>), com seis repetições, totalizando 30 unidades experimentais. As mudas, com seis a oito pares de folhas, foram cultivadas em vasos de 11 L contendo solo argiloso previamente caracterizado quanto à fertilidade. Após 15 dias de ambientação com irrigação diária, realizou-se a aplicação dos produtos via foliar por meio de pulverizador manual. Em seguida, o estresse hídrico foi induzido pela suspensão da irrigação durante 35 dias, exceto no tratamento controle sem estresse. Decorrido esse período, foram avaliados parâmetros de crescimento (comprimento da raiz e da parte aérea) e respostas bioquímicas (teor de prolina, atividade da enzima superóxido dismutase e peroxidação lipídica). Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA), e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, utilizando o software SISVAR. Os resultados indicaram que o déficit hídrico reduziu significativamente o crescimento radicular e da parte aérea, além de intensificar a peroxidação lipídica. Entre os bioestimulantes avaliados, o ácido jasmônico e o ácido salicílico apresentaram maior potencial mitigador, favorecendo a proteção celular e promovendo melhor adaptação das plantas à condição de deficiência hídrica.</p>André de Melo AlmeidaMarina Rodrigues dos Reis
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2025-12-262025-12-26165468Extrato de algas na produção do tomate cereja
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<p>O tomateiro é uma cultura de grande importância econômica e nutricional, destacando-se no Brasil pelo alto consumo e valor de mercado, especialmente a variedade cereja. Devido aos elevados custos de produção, busca-se alternativas sustentáveis como o uso de extrato de algas marinhas, especialmente <em>Ascophyllum nodosum</em>, que atua como bioestimulante, promovendo crescimento, produtividade e resistência das plantas. Este estudo teve como objetivo avaliar doses desse extrato na produção de tomate cereja da cultivar Carolina. O experimento foi conduzido em casa de vegetação no município de Rio Paranaíba (MG), entre maio e agosto de 2025, durante 95 dias após o transplantio das mudas. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados (DBC), com seis tratamentos e cinco blocos, totalizando 30 parcelas experimentais compostas por vasos de 8 litros contendo duas mudas inicialmente, retirando uma planta após o desbaste. Os tratamentos foram compostos por doses do produto comercial à base de <em>Ascophyllum nodosum</em> (0,0; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,<em>5 </em>L ha<sup>-1</sup>), aplicadas via foliar, com pulverizações realizadas aos 15 e 30 dias após o transplantio. Aos 95 dias, foram avaliados altura de parte aérea (cm), massa seca de parte aérea e radicular (g), quantidade e peso de frutos (g). Os dados foram submetidos à análise de variância e, quando significativos, ajustados a modelos de regressão ao nível de 5% de probabilidade. Para quantidade e peso de frutos, observou-se ajuste ao modelo quadrático, indicando incremento das variáveis até a dose de 1,5 L ha⁻¹, ponto de máxima eficiência. Doses superiores reduziram o desempenho, embora todas tenham superado o tratamento controle (0,0 L ha⁻¹). Conclui-se que o extrato de algas à base de <em>Ascophyllum nodosum</em> promoveu incrementos nos parâmetros produtivos do tomateiro cereja, sendo a dose de 1,5 L ha⁻¹ a mais eficiente nas condições experimentais.</p>Pedro Henrique Andrade CaetanoJanaine Myrna Rodrigues Reis
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2025-12-262025-12-26166978Influência do sistema de cultivo integrado Lavoura- Pastagem-Floresta (ILPF) na diversidade de Hymenoptera (Insecta)
https://revistas.unipam.edu.br/index.php/cerradoagrociencias/article/view/5756
<p>Este estudo investigou a diversidade de insetos da ordem <em>Hymenoptera</em> em distintos ambientes agrícolas. Foram analisadas áreas de Floresta, Lavoura, Pastagem e os sistemas integrados Lavoura-Pastagem (LP) e Lavoura-Pastagem-Floresta (LPF). O sistema de pastagem apresentou a maior diversidade de espécies, seguido do sistema LPF, enquanto o sistema LP revelou a maior abundância de indivíduos. A família Formicidae predominou nas coletas. A variação na diversidade de <em>Hymenoptera</em> foi mais influenciada pela estrutura da vegetação do que pela riqueza florística. Áreas com maior biomassa de gramíneas apresentaram maior abundância de insetos. Os resultados evidenciam o potencial dos sistemas integrados para promover a biodiversidade e sugerem que a diversidade funcional das plantas influencia a riqueza de espécies na composição da fauna de <em>Hymenoptera</em>.</p>Natan Bernardes Lima MarquesElisa Queiroz Garcia
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2025-12-262025-12-261679104Manejo de fertilizantes nitrogenados no cultivo de milho verão
https://revistas.unipam.edu.br/index.php/cerradoagrociencias/article/view/5757
<p>O milho é o grão mais produzido e consumido no mundo e suas características conferem alta demanda nutricional e respostas à adubação nitrogenada, qualitativa e quantitativamente. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no mundo, contudo apresenta perdas severas em ambiente tropical. Para mitigar esses problemas, tecnologias são desenvolvidas em fertilizantes nitrogenados. Nesse sentido, esta pesquisa teve como objetivo avaliar o efeito do manejo de fontes de fertilizantes nitrogenados aplicados em cobertura no cultivo de milho verão. O experimento foi conduzido em Patos de Minas (MG), em Neossolo Regolítico Eutrófico, em sistema de plantio convencional, em DBC. Utilizou-se de fontes com base em ureia, sendo codificadas em UC, UT, UK, UEE, UEC, UN, USNP e Controle. Elas apresentaram diferenças em 16 das 19 características avaliadas, com destaque à produtividade de grãos, sendo a fonte convencional semelhante àquelas com tecnologia, exceto UT, que junto ao Controle foram inferiores. Fontes sólidas apresentaram melhor desempenho, em geral, devido à menor suscetibilidade à lixiviação e ao escorrimento superficial, diante do volume expressivo de chuvas após a aplicação nitrogenada em cobertura.</p>Gustavo Domingos Mota LimaCarlos Henrique Eiterer de Souza
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2025-12-262025-12-2616105122Potencial inseticida de Bacillus thuringiensis no manejo sustentável de Spodoptera frugiperda (J.E. Smith) (Lepidoptera: Noctuidae) em culturas agrícolas
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<p><em>Bacillus thuringiensis</em> (Bt) é uma bactéria entomopatogênica com alto potencial para o controle de <em>Spodoptera frugiperda</em>, uma das pragas agrícolas mais prejudiciais ao cultivo de milho, soja e algodão no Brasil. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de duas cepas de <em>Bt</em> (S1450 e S1457) no controle biológico de lagartas de <em>S. frugiperda</em> em laboratório. O experimento foi realizado em delineamento inteiramente casualizado, com sete tratamentos (seis concentrações de esporos e controle) e três repetições. Avaliações de mortalidade foram realizadas diariamente durante sete dias após a exposição inicial. Os resultados mostraram que a cepa S1450, nas concentrações de 1x10<sup>8</sup> e 1x10<sup>7</sup> esporos/mL, apresentou taxas de mortalidade de 90% a 100%, significativamente superiores às demais concentrações. Já a cepa S1457 mostrou menor eficiência, com taxas de mortalidade entre 20% e 70% nas mesmas concentrações. Concluiu-se que a cepa S1450 é mais eficaz no controle de <em>S. frugiperda</em>, sugerindo sua aplicabilidade em programas de manejo sustentável de pragas agrícolas.</p>Marielli de Camargos ResendeElisa Queiroz Garcia
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2025-12-262025-12-2616123134Análise do vigor de sementes de duas variedades de sorghum bicolor L. através do teste de frio
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<p>O sorgo (<em>Sorghum bicolor</em> L.) é uma cultura altamente adaptada a condições de altas temperaturas e déficit hídrico, sendo essencial a utilização de sementes de elevada qualidade fisiológica para garantir um bom estabelecimento inicial da lavoura. Este trabalho teve como objetivo avaliar o vigor de sementes de duas variedades de sorgo (SHS 570 e SHS 410) por meio do teste de frio, considerando diferentes temperaturas e tempos de exposição. O experimento foi conduzido no Laboratório Núcleo de Pesquisa e Análise de Sementes do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em um esquema fatorial de 2 x 2 x 2, sendo duas variedades de sorgo (SHS 570 e SHS 410), com duas temperaturas (8 e 15 ºC) e dois tempos de exposição (7 e 10 dias), com quatro repetições de 50 sementes por tratamento, com um total de 32 parcelas experimentais. Após o teste foram avaliados a porcentagem de plântulas normais, o comprimento da parte aérea e o comprimento da raiz. As médias foram submetidas à análise de variância através do programa computacional SISVAR, e posteriormente submetidas ao teste de Tukey, a nível de 5% de significância. Os resultados indicaram que a variedade SHS 570 destacou-se pelo maior vigor, apresentando maior porcentagem de plântulas normais e maior desenvolvimento da parte aérea e do sistema radicular e demonstrando maior tolerância ao estresse causado por baixas temperaturas. Em contrapartida, a variedade SHS 410 mostrou-se mais sensível ao frio. A condição térmica de 8 °C proporcionou a melhor distinção do potencial fisiológico entre os genótipos, enquanto o tempo de exposição (7 e 10 dias) não influenciou os resultados. Concluiu-se que a variedade SHS 570 apresentou maior vigor e tolerância ao frio em comparação à SHS 410. A temperatura de 8 °C foi mais eficiente para discriminar o potencial fisiológico das sementes, enquanto o tempo de exposição (7 ou 10 dias) não afetou significativamente os resultados.</p>Letícia Alves ZacariasWellington Ferrari da Silva
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2025-12-262025-12-2616135145Distribuição e desenvolvimento da cultura do milho em função de velocidades de semeadura
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<p>A velocidade de deslocamento é um dos principais fatores que prejudicam a qualidade da semeadura, pois interfere diretamente na distribuição longitudinal das sementes. Diante disso, objetivou-se com esse estudo avaliar a distribuição e desenvolvimento de sementes de milho em função de diferentes velocidades de semeadura. O experimento foi realizado na Fazenda São Joãozinho, localizada na Rodovia 354, KM 162 do município de Presidente Olegário (MG), entre os meses de março a julho de 2024. Os tratamentos consistiram em diferentes velocidades de semeadura de milho: T<sub>1</sub> – 5, T<sub>2</sub> – 6, T<sub>3</sub> – 7 e T<sub>4</sub> – 7,5 km/hora distribuídos em cinco blocos, sendo adotado o delineamento em blocos casualizados. Logo após a semeadura, foram avaliados: coeficiente de variação, plantas falhas e plantas duplas; ao final do experimento as plantas de milho foram retiradas para estimativa de produtividade. As médias foram submetidas à Análise de Variância e, quando significativo, foram ajustadas pelo modelo de regressão. Foi observado que o aumento da velocidade na semeadura de milho influencia negativamente no coeficiente de variação e na avaliação de plantas falhas. As diferentes velocidades avaliadas na semeadura de milho não interferiram nas plantas duplas e na produtividade do milho, contudo foi observado aumento de 12 sacas por hectare quando utilizada a velocidade de 5 km/hora em comparação com a velocidade de 7,5 km/hora. Nas condições do presente estudo, concluiu-se que os melhores resultados foram observados na velocidade de 5,0 km/h-<sup>1, </sup>sendo verificados principalmente nos parâmetros de coeficiente de variação e percentual de plantas falhas.</p>Tiago Silva LimaRodrigo Mendes de Oliveira
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2025-12-262025-12-2616146153Tratamento de sementes de soja com Bacillus methylotrophicus para o manejo de Meloidogyne javanica
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<p>A soja é uma das culturas agrícolas mais relevantes globalmente, essencial para a alimentação e economia. No entanto, enfrenta desafios, especialmente com nematoides como <em>Meloidogyne javanica,</em> que causam danos significativos ao crescimento e rendimento das plantas. Estudos indicam que o <em>Bacillus methylotrophicus</em> pode ser uma solução sustentável para o controle desses nematoides, oferecendo uma alternativa aos produtos químicos. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar o uso de <em>Bacillus methylotrophicus </em>aplicado no tratamento de sementes de soja, para o manejo de <em>Meloidogyne javanica.</em> O experimento foi conduzido em casa de vegetação na Lallemand Plant Care Brasil, no período de março a junho de 2024 na cidade de Patos de Minas (MG), utilizando o delineamento experimental em blocos casualizados. Sementes de soja da cultivar BRASMAX OLIMPO IPRO foram tratadas com diferentes doses de <em>B.</em> <em>methylotrophicus </em>na concentração de 1x10<sup>10 </sup>sendo: 0,00; 0,20; 0,30; 0,40 e 0,50 ml.kg de sementes, e uma semente foi semeada em vasos de 3,8L. A inoculação de <em>M. javanica</em> aconteceu quando as plantas de soja se encontravam entre o estádio V3 e V4. Aos 60 dias após a inoculação, foram avaliados a massa fresca de raízes e da parte aérea e o número de nematoides por cinco gramas de raízes e em 100 cm³ de solo. Os resultados foram submetidos à análise de variância a 5% e ajustados ao modelo de regressão. Foram observadas diferenças significativas para todas as avaliações realizadas; as variáveis vegetativas foram ajustadas a modelos de regressão polinomial de terceiro grau, sendo verificado melhores respostas para doses de 0,30 e 0,34 ml.kg de sementes, para massa fresca de parte aérea e raiz, respectivamente. Na avaliação de número de nematoides para cinco gramas de raiz e 100 cm³ de solo, as médias se ajustaram em modelos de regressão polinomial de segundo grau, sendo as doses de 0,30 e 0,31 ml.kg de sementes aquelas que apresentaram melhores resultados, respectivamente. Concluiu-se que <em>B.</em> <em>methylotrophicus </em>apresenta-se como agente potencial no manejo de <em>M. javanica</em> e que doses variando de 0,30 a 0,38 ml.kg de sementes foram as que apresentaram melhores respostas aos parâmetros avaliados.</p>Carlos Marcelo Rodrigues dos ReisRodrigo Mendes de Oliveira
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2025-12-262025-12-2616154164Efeito do número de sementes na semeadura sobre a produção de trigo (Triticum aestivum L.) para silagem
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<p>O trigo (<em>Triticum aestivum</em> L.) é o segundo cereal mais consumido no mundo, sendo superado apenas pelo milho. Trabalhos recentes desenvolvidos pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) indicam grande potencial de seu uso como forrageira. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do número de sementes na semeadura sobre a produção de trigo para silagem. Foi utilizada a cultivar MGS Brilhante (EPAMIG), de porte alto, resistente ao acamamento, e sem aristas, que é recomendada para cultivo de sequeiro no cerrado. Esse experimento foi realizado no Campo Experimental de Sertãozinho (EPAMIG), município de Patos de Minas, Minas Gerais, Brasil (18°32’23.14’’S 46°27’27.40’’O), altitude média de 950 metros e precipitação média anual de 1400mm. Semeadura foi realizada em 01/07/2022 e colheita efetuada em 04/10/2022. Foram aplicados 250 kg.ha-1 de 08-28-16 na semeadura e 100 kg.ha-1 de N em forma de 30-00-20 em cobertura. Os parâmetros avaliados foram: produtividade de matéria fresca (kg.ha-1), produtividade de matéria seca (kg.ha-1), porcentagem da massa da espiga na matéria seca total. A produção máxima de matéria fresca foi obtida com a distribuição de 434,1 sementes por metro quadrado, correspondendo a uma produtividade de 33.016 toneladas de matéria fresca por hectare de trigo para forragem. A produção máxima de matéria seca foi observada com a distribuição de 429,2 sementes por metro quadrado, correspondendo à uma produção de 7.843,7 kg de matéria seca de trigo para silagem por hectare. Acima da distribuição de 200 sementes de trigo por metro quadrado ocorreu uma redução linear na participação das espigas na matéria seca total produzida. Nas condições em que o experimento foi conduzido, concluiu-se que a quantidade ótima de sementes recomendada para a cultivar MGS Brilhante, semeada em linha visando máxima produtividade de matéria fresca e matéria seca, situa-se entre 429 e 434 sementes por metro quadrado.</p>Maurício Antônio de Oliveira CoelhoMarcelo Rodrigues Martins
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2025-12-262025-12-2616165172Captura de fêmeas da broca-do-café com utilização de armadilhas PET
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<p>A cafeicultura representa uma importante fonte de renda para a economia brasileira, proporcionando benefícios diretos e indiretos à população. No entanto, a produção de café é ameaçada por diversas pragas, sendo a broca-do-café (<em>Hypothenemus</em> <em>hampei</em>) a principal, responsável por perdas expressivas na qualidade e quantidade de grãos. Entre as ferramentas de monitoramento populacional, as armadilhas PET contendo atrativos voláteis têm apresentado resultados promissores. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência de diferentes modelos de armadilhas PET na captura de adultos de <em>H. hampei</em>. O experimento foi conduzido na Fazenda Aragão, em Patos de Minas (MG), em delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 3x3, com nove tratamentos e cinco repetições. Foram testados os modelos IAPAR, GENEB 1 e GENEB 3.1, com e sem atrativos (etanol + metanol + café torrado) e com e sem difusores. As avaliações foram realizadas semanalmente durante quatro meses, consistindo na contagem do número de brocas capturadas em cada armadilha no laboratório. Foram coletados também dados de temperatura, umidade e pluviosidade ao longo do período. Por fim, os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e à comparação de médias pelo teste de Tukey, com nível de significância de 5%. Os resultados demonstraram que a presença de atrativos aumentou significativamente a captura da praga, destacando-se os modelos GENEB 1 e GENEB 3.1, com médias superiores em relação ao modelo IAPAR. Além disso, verificou-se influência de variáveis climáticas, como umidade e pluviosidade, sobre os picos populacionais do inseto. Concluiu-se que armadilhas que continham atrativo capturaram 509% a mais de fêmeas de <em>H. hampei</em>, e os modelos GENEB 1 e GENEB 3.1, na captura, foram superiores estatisticamente ao modelo IAPAR.</p>Rafaela Camila BomtempoWalter Vieira da Cunha
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2025-12-262025-12-2616173183