Bypass gástrico ou cirurgias metabólicas (ileais)
qual a melhor opção para pacientes com diabetes grave e hepatopatia?
Palavras-chave:
Diabetes Mellitus Tipo 2, cirurgia bariátrica, Esteatose HepáticaResumo
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e a Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD) figuram entre as principais condições metabólicas crônicas da atualidade, apresentando alta prevalência e considerável impacto sobre a morbimortalidade global. A coexistência dessas patologias é comum e envolve mecanismos fisiopatológicos interligados, como resistência à insulina, inflamação crônica e disfunção hepática. Diante da limitação das abordagens clínicas convencionais no controle glicêmico e na regressão da esteatose hepática, as cirurgias metabólicas emergem como alternativas terapêuticas promissoras. Procedimentos como o bypass gástrico em Y de Roux (RYGB), a gastrectomia vertical (SG) e técnicas recentes como o SADI-S e o SASI demonstram impacto positivo tanto no metabolismo glicêmico quanto nos marcadores hepáticos. Esses efeitos envolvem mecanismos como modulação hormonal, redução da resistência insulínica e melhora da função das células beta pancreáticas, além de benefícios histológicos sobre a inflamação hepática, fibrose e esteatose. Esta revisão integrativa visa avaliar criticamente os principais achados da literatura sobre a eficácia comparativa dessas técnicas cirúrgicas em pacientes com DM2 e hepatopatia, com ênfase em parâmetros clínicos e laboratoriais, taxas de remissão e regressão de lesões hepáticas. Embora os dados sejam promissores, fatores como a variabilidade metodológica entre os estudos, a heterogeneidade das populações analisadas e a ausência de seguimento de longo prazo devem ser considerados como limitações relevantes. Assim, a análise busca contribuir para a escolha individualizada da técnica cirúrgica mais adequada, promovendo um cuidado mais eficaz e centrado no paciente com comorbidades metabólicas complexas.

