Avaliação da atividade anticarcinogênica do cloridrato de clorpromazina por meio do teste de tumores epiteliais (ETT) em células somáticas de Drosophila melanogaster

Autores

  • Luana Cardoso de Brito Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)
  • Paula Maryella Alves Pereira Lima Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Palavras-chave:

Cloridrato de clorpromazina, Drosophila melanogaster, Efeito carcinogênico, Teste de tumor epitelial

Resumo

O presente estudo avaliou a atividade anticarcinogênica do cloridrato de clorpromazina (CPZ) por meio do teste de tumores epiteliais (ETT) em células somáticas de Drosophila melanogaster. A pesquisa justifica-se pela busca de novas aplicações para fármacos preexistentes no tratamento do câncer. A metodologia consistiu na utilização de larvas de 2º instar, descendentes do cruzamento entre linhagens mutantes wts e mwh, previamente tratadas com doxorrubicina 0,4 mM e posteriormente submetidas a tratamentos crônicos com diferentes concentrações de CPZ (1,9 mg/mL; 3,9 mg/mL e 7,8 mg/mL). A análise estatística foi realizada pelo teste de Mann-Whitney com nível de significância P<0,05. Os resultados foram validados por meio dos controles positivo e negativo, comprovado pela predisposição genética do organismo modelo às substâncias testadas. A concentração de 3,9 mg/mL aumentou significativamente a quantidade de tumores induzidos pela doxorrubicina. Todavia, as doses de 1,9 mg e 7,8 mg não apresentaram o mesmo efeito inibitório, sugerindo um efeito de hormese. Diante disso, sugere-se cautela nas concentrações farmacológicas administradas. Sugerimos ensaios adicionais para elucidar os mecanismos moleculares relacionados.

Biografia do Autor

Luana Cardoso de Brito, Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Discente de Medicina

Paula Maryella Alves Pereira Lima, Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Professora orientadora

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Publicado

2026-10-15

Edição

Seção

Artigos