Avaliação da atividade anticarcinogênica do cloridrato de clorpromazina por meio do teste de tumores epiteliais (ETT) em células somáticas de Drosophila melanogaster
Palavras-chave:
Cloridrato de clorpromazina, Drosophila melanogaster, Efeito carcinogênico, Teste de tumor epitelialResumo
O presente estudo avaliou a atividade anticarcinogênica do cloridrato de clorpromazina (CPZ) por meio do teste de tumores epiteliais (ETT) em células somáticas de Drosophila melanogaster. A pesquisa justifica-se pela busca de novas aplicações para fármacos preexistentes no tratamento do câncer. A metodologia consistiu na utilização de larvas de 2º instar, descendentes do cruzamento entre linhagens mutantes wts e mwh, previamente tratadas com doxorrubicina 0,4 mM e posteriormente submetidas a tratamentos crônicos com diferentes concentrações de CPZ (1,9 mg/mL; 3,9 mg/mL e 7,8 mg/mL). A análise estatística foi realizada pelo teste de Mann-Whitney com nível de significância P<0,05. Os resultados foram validados por meio dos controles positivo e negativo, comprovado pela predisposição genética do organismo modelo às substâncias testadas. A concentração de 3,9 mg/mL aumentou significativamente a quantidade de tumores induzidos pela doxorrubicina. Todavia, as doses de 1,9 mg e 7,8 mg não apresentaram o mesmo efeito inibitório, sugerindo um efeito de hormese. Diante disso, sugere-se cautela nas concentrações farmacológicas administradas. Sugerimos ensaios adicionais para elucidar os mecanismos moleculares relacionados.

